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Preço dos imóveis em Manaus em 2017

Preço dos imóveis em Manaus e região metropolitana deve sofrer aumento em 2017 “Se a velocidade de 7,6% de vendas sobre a oferta for mantida, em 14 meses não teremos mais estoque”, alerta a Ademi

manaus imoveis noticiasEmpresários do setor imobiliário afirmaram ontem que o preço dos imóveis em Manaus e região metropolitana deve sofrer aumento daqui a ano, assim que esgotarem os estoques de unidades novas disponíveis para venda. Na manhã de ontem, a Associação de Empresas do Mercado Imobiliária do Amazonas (Ademi) apresentou os dados na “Pesquisa de Mercado Imobiliário de Fevereiro de 2016”.

“Se a velocidade de 7,6% de vendas sobre a oferta for mantida, em 14 meses não teremos mais estoque”, disse o presidente da Ademi, Romero Reis.

Para o empresário, este é o melhor momento para comprar, uma vez que as construtoras e incorporadoras não estão reajustando o preço dos imóveis, mesmo com inflação atual que passa de 11% ao ano e a crise econômica no País.

Em fevereiro foram vendidas 252 unidades habitacionais em Manaus, uma média de 8,5 imóveis por dia. Desses, 20 unidades na planta, 96 em obra e 136 unidades prontas para morar.

O saldo é de 3.742 unidades disponíveis, a maioria delas residenciais de 2 e 3 quartos com até 100m².

Hoje o metro quadrado mais caro da capital amazonense ainda é a Ponta Negra (R$ 9.354,84), na zona Oeste, e o mais barato é o Tarumã-Açu, na zona Oeste, enquanto o mais barato (R$ 3.192,96) está no bairro Santa Etelvina. Os bairros que mais venderam no período foram Parque Dez (41,2%) e Tarumã (19,2%).

Segundo pesquisa da Fipe, Manaus é a quinta cidade pesquisada com o metro quadrado mais barato do Brasil – R$ 4.808,46. No ranking dos mais caros estão Rio de Janeiro, São Paulo (R$ 8.616,00) e Brasília (R$ 8.557,00).

Crédito na Caixa

Presente no evento, o gerente regional da Caixa Econômica, Wellington Lopes, informou que a Caixa Econômica tem R$ 260 milhões de crédito para financiar imóveis no Amazonas.

“Aquele mutuário que por ventura for procurar imóveis de até R$ 180 mil e renda de até R$ 5 mil, a Caixa tem muito crédito disponível. Nós temos o SBPE que também tem recursos de 140 milhões, sendo que a cota é até 70% e financiamento e 80% para servidor público. Para o programa Minha Casa, Minha vida temos R$ 120 milhões até junho”, explicou.

A Caixa Econômica tem hoje 91% dos financiamentos imobiliários no Amazonas. Em nível nacional o banco público possui 73% dos contratos.

Condições

Manaus está na 17ª colocação nacional entre o valor do metro quadrado de R$ 4.808. A Ademi afirma que isso é uma vantagem, pelos insumos virem de fora, além de os cartórios da cidade cobrarem altas taxas na aquisição de imóveis.

Casa própria: Caixa libera verba e volta a financiar 80% do valor de usados

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (8) medidas para tentar facilitar a compra da casa própria, em meio à falta de crédito no mercado. Veja quais são essas medidas.

1) Imóveis usados: até 70% ou 80% do valor pode ser financiado

O limite máximo de financiamento de imóveis usados sobe para 70% para a população em geral; no caso de servidores públicos, é um pouco maior: de até 80%.

Em abril do ano passado, esse limite havia sido reduzido para 50%.

Ou seja: agora, será possível financiar um imóvel usado pagando uma entrada menor.

O valor máximo dos imóveis é:

  • R$ 750 mil nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal;
  • R$ 650 mil nos demais Estados.

O prazo máximo de financiamento é de 35 anos.

As taxas de juros variam de 9,5% a 9,9% ao ano.

Isso vale para financiamentos que usam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Não vale para os financiamentos feitos usando recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.

2) Liberação de R$ 7 bilhões para financiamento com FGTS

A FGTS Pró-Cotista, linha de crédito que costumava ter um volume pequeno de operações, ganhou relevância a partir do ano passado, quando o Conselho Curador do FGTS liberou R$ 5,7 bilhões para financiar a compra de imóveis.

Porém, nos últimos meses, a Caixa havia suspendido a aprovação de novos financiamentos nessa linha e paralisado a assinatura de contratos já aprovados, devido à falta de recursos. Agora, foram liberados R$ 7 bilhões e as operações devem ser retomadas.

Essa linha de financiamento é voltada para famílias com renda acima dos limites do programa Minha Casa, Minha Vida e oferece um dos juros mais baratos do mercado.

O valor máximo dos imóveis, que era de até R$ 400 mil, subiu para até R$ 750 mil.

É possível financiar até 85% do valor do imóvel, que pode ser novo ou usado.

O prazo máximo de financiamento é de 30 anos.

As taxas de juros variam de 7,85% a 8,85% ao ano.

Para contratar, é preciso:

  • ter conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições ao fundo, seguidas ou não;
  • se não tiver conta ativa no FGTS, é preciso que seu saldo total no fundo seja igual ou maior que 10% do valor do imóvel ou da escritura, o que for maior.

3) Volta a fazer financiamento do segundo imóvel

A Caixa também anunciou que vai retomar as operações de financiamento do segundo imóvel com as mesmas condições (taxas de juros e prazos) oferecidas para quem está comprando o primeiro.

Ou seja, quem já tem um contrato de financiamento na Caixa por meio do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) pode tomar um novo crédito dessa mesma linha. Em agosto, o banco havia limitado essa opção.

“Desta forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou ter uma folga de tempo para vender o seu primeiro imóvel”, afirmou a presidente da Caixa, Miriam Belchior.

Pressão do governo

O governo federal decidiu novamente recorrer à oferta de crédito e aos bancos públicos para tentar impulsionar a economia. No fim de janeiro, o governo anunciou um pacote de crédito de R$ 83 bilhões por meio dos bancos estatais, como Caixa, Banco do Brasil e BNDES.

Na época, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que em momento de restrição de caixa, como o atual, é preciso usar linhas de crédito para fazer ajustes.

“Se existem recursos no sistema financeiro que podem auxiliar esse ajustes, a taxas de mercado, sem criar subsídios adicionais, é um dever do governo utilizar esses recursos mais eficientemente.”

Conselho do FGTS liberou recursos

A elevação da oferta crédito para novos empréstimos usará recursos adicionais do Fundo de Garantia.

Do total liberado em fevereiro pelo Conselho Curador do FGTS, a maior parte, R$ 16,1 bilhões, será destinada à Caixa.

Com a medida, o banco pretende aumentar a oferta de crédito para a casa própria e estimular o setor de construção, que vem sofrendo com a crise e cortando empregos.

“Essas medidas têm duplo impacto, uma vez que viabilizam o acesso à moradia para a população e aquecem o segmento da construção civil, gerando mais emprego e renda”, disse a presidente da Caixa, Miriam Belchior.

Segundo ela, a expectativa é elevar o volume de contratações em 13% este ano, o equivalente a 64 mil unidades habitacionais a mais, sendo 29,7 mil financiadas com recursos do FGTS e 34,3 mil pela poupança.

Poupança afeta crédito para a casa própria

O financiamento da casa própria passa por um momento difícil, na medida em que a poupança está perdendo recursos. A caderneta de poupança é a principal fonte de financiamento imobiliário do país, por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.

No ano passado, os saques da poupança superaram os depósitos em R$ 53,568 bilhões, no pior resultado desde 1995, o que diminui a oferta de recursos para empréstimo imobiliário.

Com isso, a Caixa, principal banco de financiamento imobiliário do país, e outros bancos enfrentam um cenário difícil, com menos recursos para emprestar nesta modalidade de crédito.

Solarium – Parque das Laranjeiras

Apartamento Solarium no Parque das laranjeiras

  •  4º andar
  •  2 quartos sendo uma suíte;
  • Sala de jantar;
  • Sala de Estar com varanda
  • Cozinha,
  • Banheiro social,
  • Área serviço.
  • Áreas comuns:  Piscina, sauna, academia, salão de festa, área de lazer, quadra de futebol, play ground.

 

  • Valor: R$ 2.000,00 + taxa de condomínio valor de R$ 251,00

Venda de imóveis cresce 23% em Manaus mesmo com encalhe. Pesquisa da Ademi mostra que setor movimentou R$ 92,1 milhões em janeiro.

quinta-feira 25 de fevereiro de 2016 – 7:23 AM

Lílian Portela – DIÁRIO do Amazonas / portal@d24am.com

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Em janeiro,  das 3,8 mil unidades residenciais postas à venda, 242 foram comercializadas e 65 devolvidas.Foto: Danilo Mello/13/12/10

Manaus – Apesar do encalhe dos imóveis em Manaus crescer 14,6% entre janeiro e dezembro e o preço médio do metro quadrado (m²) subir 15,6%, o setor aumentou em 23% as vendas e movimentou R$ 92,1 milhões no mês passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pela  Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

O levantamento aponta que o número de imóveis colocados à venda subiu de 3,2 mil para 3,7 mil entre dezembro e janeiro e o valor do metro quadrado saiu de R$ 4,4 mil para R$ 5,1 mil. Mesmo com o aumento apontado pela pesquisa, o presidente da entidade, Romero Reis, avalia que o momento favorece o comprador. “Sob a ótica do consumidor, nunca foi tão bom comprar imóvel. O estoque está baixo, a oferta está grande”, disse, ao apontar que Manaus oferece preços abaixo das grandes cidades.  “Esse valor do metro quadrado está abaixo da média divulgada pelo Índice Fipe-Zap, que avalia os preços em 20 cidades brasileiras, onde a média nacional situa-se em R$ 5,8 mil”, ressaltou.

Romero admitiu, ainda, que  os custos vão aumentar pelos encargos financeiros. “As taxas dos financiamentos bancários acompanharam a inflação de dois dígitos”, disse.
Das 3.880 unidades residenciais disponibilizadas em janeiro, 242 foram comercializadas e 65 devolvidas. Em dezembro de 2015, eram 3.458 unidades residenciais disponibilizadas, sendo que 232 foram comercializadas e 37 devolvidas, o chamado distrato .

“A média do distrato aqui, comparada com a do Brasil, é baixa. No Amazonas chegou a 27% em janeiro, a nacional é de 41%”, disse, ressaltando que a relação dos distratos não é tão simples, porque exigem os custos e isso não tem como devolver. “Isso porque ocorreram despesas administrativas, de corretagem, publicidade durante o processo de lançamento e entrega do empreendimento”, disse.

Com os resultados, o índice de Venda Sobre a Oferta (VSO) foi de 6,2%, um pouco menor do que no mês anterior que foi de 6,7%. Ou seja, de todas as unidades ofertadas, 6,2% foram vendidas. O VSO é semelhante ao Índice de Velocidade de Vendas (IVV), divulgado até o passado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM). Esse indicador afere as vendas trimestrais.

Pequena área é a preferência do mercado

O imóvel residencial de maior preferência  foi o de 51 m² a 75 m², quando foram disponibilizadas 817 unidades e vendidas 93. Já o imóvel de três quartos teve o maior VSO (9,0%) com 107 unidades vendidas, tendo 1.120 unidades disponíveis. E o de dois quartos possuiu a maior oferta de unidades (1.143), com um VSO de 8,5%, e com um total de 104 unidade vendidas.

Das unidades vendidas, a maioria (105) tinha valor do metro quadrado de R$ 3.001 a R$ 4.000. O consumidor  também preferiu  imóveis prontos, totalizando 142 unidades negociadas, com índice de 58,6% das vendas.

Os imóveis mais comercializados,  estavam na faixa entre R$ 250 mil e R$ 400 mil. Em segundo lugar foram os de R$ 400 mil a R$ 600 mil, seguido pela faixa de R$ 150 mil a R$ 250 mil.

“O mercado imobiliário não está tão ruim como dizem. Se continuar nesse ritmo e sem novos lançamentos, os estoque vão ser consumidos em dois anos”, disse o diretor da comissão imobiliária da Ademi e do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon),  Marco Bolognese.

O bairro Terra Nova, zona norte apresentou o menor preço R$ 3,2 mil (m²)  o Adrianópolis, zona centro-sul, R$ 8,3 mil.