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Limite para financiar imóvel com FGTS passará a R$ 1,5 milhão, diz Meirelles

Ministro da Fazenda disse que a reforma da previdência é uma necessidade porque as pessoas estão vivendo mais tempo aposentadas e alguém tem que pagar por isso.

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que vai aumentar o limite de valor de financiamento de imóveis com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Meirelles falou com exclusividade à GloboNews nesta quarta-feira (15). Veja a entrevista no vídeo acima.

Segundo o ministro, é possível melhorar o financiamento da casa própria com o FGTS. “Estamos aumentando esse limite, de cerca de R$ 850 mil ou R$ 950 mil, dependendo da cidade, para R$ 1,5 milhão, para permitir a compra da casa própria. A classe média será beneficiada”, afirmou. “Poderá não só sacar das contas inativas como utilizar recursos das contas ativas”, acrescentou.

AJUSTE FISCAL

Meirelles disse que o ajuste fiscal vai ajudar a tirar o país da terapia intensiva. “O mais importante é o emprego, ainflação e a renda. Isso atinge toda a população. Em consequência das medidas de ajuste fiscal, de política monetária, já estamos vendo a inflação caindo, o que aumenta o poder de compra da população. Com isso, o medo do desemprego vai diminuindo. A taxa de desemprego vai começar a cair já no segundo semestre de 2017. Será perceptível pela população. Em resumo: haverá segurança no emprego, crescimento, aumento da renda e inflação baixa”.

De acordo com o ministro da Fazenda, não é preciso ficar preocupado com o ajuste fiscal. Para ele, o país vai voltar aos trilhos. “O que atinge o bolso é inflação, a renda, e as disponibilidades de emprego e de tomar empréstimo. Tudo isso está melhorando. É algo que a população está começando a entender mais. A população precisa ter disponibilidade de ter renda, de crescer e de fazer escolhas, e não ser tutelada por um governo ineficiente. Manifestações mostraram isso desde 2013, querem governos eficientes e que funcionem”.

PEC DO TETO DE GASTOS

Meirelles falou ainda sobre os gastos do governo. “A PEC do teto, que estabelece limite do gasto, vale por 10 anos. O presidente pode no 10º ano apresentar um novo critério. Mas existe um horizonte bem definido. Há pisos para aplicação em educação e saúde. O orçamento é equilibrado, e vai beneficiar a população. O governo vai diminuir de tamanho, e vai sobrar mais recursos para a sociedade”.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Sobre a reforma na Previdência, o ministro repetiu que o melhor é estar seguro de receber o benefício da aposentadoria. “Aqueles que têm faixas de renda mais baixas se aposentam mais cedo. Para esses, não fará diferença. Eles vão se aposentar aos 65 anos. Mas para faixas de renda maiores, a mensagem é muito importante. Muito estados e países mostram que a previdência quebra sim. O maior problema é não pagar a aposentadoria. É mais importante ter segurança de receber”.

Segundo Meirelles, o governo vai discutir a reforma da Previdência no Congresso, mas não vai abrir mão da idade mínima da aposentadoria, de 65 anos. “A expectativa de vida do brasileiro está aumentando muito. Estamos num quadro em que cada vez mais as pessoas estão vivendo mais tempo aposentadas. O déficit da Previdência está aumentando muito. O povo tem que saber que alguém tem que pagar a aposentadoria e quem paga são os cidadão brasileiros”.

TERRA PARA ESTRANGEIROS

Meirelles afirmou ainda que o governo se prepara para autorizar a venda de terra para estrangeiros. “Vamos liberar, nos próximos 30 dias”, antecipou. “O Brasil precisa de crescimento e de investimento. Agronegócio foi a área que mais cresceu em janeiro. Temos que investir, gerar mais empregos”, explicou.

Fonte:  Por G1 – 

http://g1.globo.com/economia/noticia/limite-para-financiar-imovel-com-fgts-passara-a-r-15-milhao-diz-meirelles.ghtml

Preço dos imóveis em Manaus em 2017

Preço dos imóveis em Manaus e região metropolitana deve sofrer aumento em 2017 “Se a velocidade de 7,6% de vendas sobre a oferta for mantida, em 14 meses não teremos mais estoque”, alerta a Ademi

manaus imoveis noticiasEmpresários do setor imobiliário afirmaram ontem que o preço dos imóveis em Manaus e região metropolitana deve sofrer aumento daqui a ano, assim que esgotarem os estoques de unidades novas disponíveis para venda. Na manhã de ontem, a Associação de Empresas do Mercado Imobiliária do Amazonas (Ademi) apresentou os dados na “Pesquisa de Mercado Imobiliário de Fevereiro de 2016”.

“Se a velocidade de 7,6% de vendas sobre a oferta for mantida, em 14 meses não teremos mais estoque”, disse o presidente da Ademi, Romero Reis.

Para o empresário, este é o melhor momento para comprar, uma vez que as construtoras e incorporadoras não estão reajustando o preço dos imóveis, mesmo com inflação atual que passa de 11% ao ano e a crise econômica no País.

Em fevereiro foram vendidas 252 unidades habitacionais em Manaus, uma média de 8,5 imóveis por dia. Desses, 20 unidades na planta, 96 em obra e 136 unidades prontas para morar.

O saldo é de 3.742 unidades disponíveis, a maioria delas residenciais de 2 e 3 quartos com até 100m².

Hoje o metro quadrado mais caro da capital amazonense ainda é a Ponta Negra (R$ 9.354,84), na zona Oeste, e o mais barato é o Tarumã-Açu, na zona Oeste, enquanto o mais barato (R$ 3.192,96) está no bairro Santa Etelvina. Os bairros que mais venderam no período foram Parque Dez (41,2%) e Tarumã (19,2%).

Segundo pesquisa da Fipe, Manaus é a quinta cidade pesquisada com o metro quadrado mais barato do Brasil – R$ 4.808,46. No ranking dos mais caros estão Rio de Janeiro, São Paulo (R$ 8.616,00) e Brasília (R$ 8.557,00).

Crédito na Caixa

Presente no evento, o gerente regional da Caixa Econômica, Wellington Lopes, informou que a Caixa Econômica tem R$ 260 milhões de crédito para financiar imóveis no Amazonas.

“Aquele mutuário que por ventura for procurar imóveis de até R$ 180 mil e renda de até R$ 5 mil, a Caixa tem muito crédito disponível. Nós temos o SBPE que também tem recursos de 140 milhões, sendo que a cota é até 70% e financiamento e 80% para servidor público. Para o programa Minha Casa, Minha vida temos R$ 120 milhões até junho”, explicou.

A Caixa Econômica tem hoje 91% dos financiamentos imobiliários no Amazonas. Em nível nacional o banco público possui 73% dos contratos.

Condições

Manaus está na 17ª colocação nacional entre o valor do metro quadrado de R$ 4.808. A Ademi afirma que isso é uma vantagem, pelos insumos virem de fora, além de os cartórios da cidade cobrarem altas taxas na aquisição de imóveis.

Casa própria: Caixa libera verba e volta a financiar 80% do valor de usados

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira (8) medidas para tentar facilitar a compra da casa própria, em meio à falta de crédito no mercado. Veja quais são essas medidas.

1) Imóveis usados: até 70% ou 80% do valor pode ser financiado

O limite máximo de financiamento de imóveis usados sobe para 70% para a população em geral; no caso de servidores públicos, é um pouco maior: de até 80%.

Em abril do ano passado, esse limite havia sido reduzido para 50%.

Ou seja: agora, será possível financiar um imóvel usado pagando uma entrada menor.

O valor máximo dos imóveis é:

  • R$ 750 mil nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal;
  • R$ 650 mil nos demais Estados.

O prazo máximo de financiamento é de 35 anos.

As taxas de juros variam de 9,5% a 9,9% ao ano.

Isso vale para financiamentos que usam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Não vale para os financiamentos feitos usando recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) ou pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.

2) Liberação de R$ 7 bilhões para financiamento com FGTS

A FGTS Pró-Cotista, linha de crédito que costumava ter um volume pequeno de operações, ganhou relevância a partir do ano passado, quando o Conselho Curador do FGTS liberou R$ 5,7 bilhões para financiar a compra de imóveis.

Porém, nos últimos meses, a Caixa havia suspendido a aprovação de novos financiamentos nessa linha e paralisado a assinatura de contratos já aprovados, devido à falta de recursos. Agora, foram liberados R$ 7 bilhões e as operações devem ser retomadas.

Essa linha de financiamento é voltada para famílias com renda acima dos limites do programa Minha Casa, Minha Vida e oferece um dos juros mais baratos do mercado.

O valor máximo dos imóveis, que era de até R$ 400 mil, subiu para até R$ 750 mil.

É possível financiar até 85% do valor do imóvel, que pode ser novo ou usado.

O prazo máximo de financiamento é de 30 anos.

As taxas de juros variam de 7,85% a 8,85% ao ano.

Para contratar, é preciso:

  • ter conta ativa no FGTS e um mínimo de 36 contribuições ao fundo, seguidas ou não;
  • se não tiver conta ativa no FGTS, é preciso que seu saldo total no fundo seja igual ou maior que 10% do valor do imóvel ou da escritura, o que for maior.

3) Volta a fazer financiamento do segundo imóvel

A Caixa também anunciou que vai retomar as operações de financiamento do segundo imóvel com as mesmas condições (taxas de juros e prazos) oferecidas para quem está comprando o primeiro.

Ou seja, quem já tem um contrato de financiamento na Caixa por meio do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) pode tomar um novo crédito dessa mesma linha. Em agosto, o banco havia limitado essa opção.

“Desta forma, o cliente poderá ter dois imóveis financiados ou ter uma folga de tempo para vender o seu primeiro imóvel”, afirmou a presidente da Caixa, Miriam Belchior.

Pressão do governo

O governo federal decidiu novamente recorrer à oferta de crédito e aos bancos públicos para tentar impulsionar a economia. No fim de janeiro, o governo anunciou um pacote de crédito de R$ 83 bilhões por meio dos bancos estatais, como Caixa, Banco do Brasil e BNDES.

Na época, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou que em momento de restrição de caixa, como o atual, é preciso usar linhas de crédito para fazer ajustes.

“Se existem recursos no sistema financeiro que podem auxiliar esse ajustes, a taxas de mercado, sem criar subsídios adicionais, é um dever do governo utilizar esses recursos mais eficientemente.”

Conselho do FGTS liberou recursos

A elevação da oferta crédito para novos empréstimos usará recursos adicionais do Fundo de Garantia.

Do total liberado em fevereiro pelo Conselho Curador do FGTS, a maior parte, R$ 16,1 bilhões, será destinada à Caixa.

Com a medida, o banco pretende aumentar a oferta de crédito para a casa própria e estimular o setor de construção, que vem sofrendo com a crise e cortando empregos.

“Essas medidas têm duplo impacto, uma vez que viabilizam o acesso à moradia para a população e aquecem o segmento da construção civil, gerando mais emprego e renda”, disse a presidente da Caixa, Miriam Belchior.

Segundo ela, a expectativa é elevar o volume de contratações em 13% este ano, o equivalente a 64 mil unidades habitacionais a mais, sendo 29,7 mil financiadas com recursos do FGTS e 34,3 mil pela poupança.

Poupança afeta crédito para a casa própria

O financiamento da casa própria passa por um momento difícil, na medida em que a poupança está perdendo recursos. A caderneta de poupança é a principal fonte de financiamento imobiliário do país, por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.

No ano passado, os saques da poupança superaram os depósitos em R$ 53,568 bilhões, no pior resultado desde 1995, o que diminui a oferta de recursos para empréstimo imobiliário.

Com isso, a Caixa, principal banco de financiamento imobiliário do país, e outros bancos enfrentam um cenário difícil, com menos recursos para emprestar nesta modalidade de crédito.

Venda de imóveis cresce 23% em Manaus mesmo com encalhe. Pesquisa da Ademi mostra que setor movimentou R$ 92,1 milhões em janeiro.

quinta-feira 25 de fevereiro de 2016 – 7:23 AM

Lílian Portela – DIÁRIO do Amazonas / portal@d24am.com

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Em janeiro,  das 3,8 mil unidades residenciais postas à venda, 242 foram comercializadas e 65 devolvidas.Foto: Danilo Mello/13/12/10

Manaus – Apesar do encalhe dos imóveis em Manaus crescer 14,6% entre janeiro e dezembro e o preço médio do metro quadrado (m²) subir 15,6%, o setor aumentou em 23% as vendas e movimentou R$ 92,1 milhões no mês passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, pela  Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

O levantamento aponta que o número de imóveis colocados à venda subiu de 3,2 mil para 3,7 mil entre dezembro e janeiro e o valor do metro quadrado saiu de R$ 4,4 mil para R$ 5,1 mil. Mesmo com o aumento apontado pela pesquisa, o presidente da entidade, Romero Reis, avalia que o momento favorece o comprador. “Sob a ótica do consumidor, nunca foi tão bom comprar imóvel. O estoque está baixo, a oferta está grande”, disse, ao apontar que Manaus oferece preços abaixo das grandes cidades.  “Esse valor do metro quadrado está abaixo da média divulgada pelo Índice Fipe-Zap, que avalia os preços em 20 cidades brasileiras, onde a média nacional situa-se em R$ 5,8 mil”, ressaltou.

Romero admitiu, ainda, que  os custos vão aumentar pelos encargos financeiros. “As taxas dos financiamentos bancários acompanharam a inflação de dois dígitos”, disse.
Das 3.880 unidades residenciais disponibilizadas em janeiro, 242 foram comercializadas e 65 devolvidas. Em dezembro de 2015, eram 3.458 unidades residenciais disponibilizadas, sendo que 232 foram comercializadas e 37 devolvidas, o chamado distrato .

“A média do distrato aqui, comparada com a do Brasil, é baixa. No Amazonas chegou a 27% em janeiro, a nacional é de 41%”, disse, ressaltando que a relação dos distratos não é tão simples, porque exigem os custos e isso não tem como devolver. “Isso porque ocorreram despesas administrativas, de corretagem, publicidade durante o processo de lançamento e entrega do empreendimento”, disse.

Com os resultados, o índice de Venda Sobre a Oferta (VSO) foi de 6,2%, um pouco menor do que no mês anterior que foi de 6,7%. Ou seja, de todas as unidades ofertadas, 6,2% foram vendidas. O VSO é semelhante ao Índice de Velocidade de Vendas (IVV), divulgado até o passado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM). Esse indicador afere as vendas trimestrais.

Pequena área é a preferência do mercado

O imóvel residencial de maior preferência  foi o de 51 m² a 75 m², quando foram disponibilizadas 817 unidades e vendidas 93. Já o imóvel de três quartos teve o maior VSO (9,0%) com 107 unidades vendidas, tendo 1.120 unidades disponíveis. E o de dois quartos possuiu a maior oferta de unidades (1.143), com um VSO de 8,5%, e com um total de 104 unidade vendidas.

Das unidades vendidas, a maioria (105) tinha valor do metro quadrado de R$ 3.001 a R$ 4.000. O consumidor  também preferiu  imóveis prontos, totalizando 142 unidades negociadas, com índice de 58,6% das vendas.

Os imóveis mais comercializados,  estavam na faixa entre R$ 250 mil e R$ 400 mil. Em segundo lugar foram os de R$ 400 mil a R$ 600 mil, seguido pela faixa de R$ 150 mil a R$ 250 mil.

“O mercado imobiliário não está tão ruim como dizem. Se continuar nesse ritmo e sem novos lançamentos, os estoque vão ser consumidos em dois anos”, disse o diretor da comissão imobiliária da Ademi e do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon),  Marco Bolognese.

O bairro Terra Nova, zona norte apresentou o menor preço R$ 3,2 mil (m²)  o Adrianópolis, zona centro-sul, R$ 8,3 mil.